Operação policial em época de eleição no Amazonas, sempre revela suposta ligação dos presos com algum candidato que ameaça o sistema. Em 2018, foi Wilson Lima, em 2014 foi José Melo, em 2020 David Almeida, e agora Maria do Carmo é a bola da vez.
Já reparou que no período de eleição, quando tem um candidato que ameaça quem está no poder, sempre tem alguma confusão policial que acaba ligando esse candidato ao crime organizado?
UOL Notícias
PM teve 3 encontros com líderes de facção antes das eleições no AM
Leia a matéria completa →Em 2014, apesar de José Melo ser o governador que disputava a reeleição, ele enfrentava seu ex-mestre, Eduardo Braga, que tentava voltar ao governo a todo custo. Na época, vazaram áudios de um secretário de Melo em suposta conversa com o líder da extinta Facção Família do Norte.
AM Post
Traficante preso diz que tinha R$ 12 mil para comprar votos para Wilson Lima em Codajás; veja vídeo
Leia a matéria completa →Na eleição seguinte, foi o então apresentador Wilson Lima o “acusado” de pagar um traficante de Codajás para ameaçar e comprar votos no município. Lima negou a acusação e chamou de “jogo sujo” o que o então governador Amazonino Mendes estaria fazendo contra ele. A tática atribuída a Negão não deu certo e Wilson virou governador do Amazonas.
Metrópoles
Relatório aponta que Comando Vermelho fez suposta aliança com prefeito de Manaus
Leia a matéria completa →Em 2020, quando David Almeida disputava a eleição pra prefeito de Manaus contra Amazonino Mendes, um relatório, atribuído à secretaria de segurança pública do governo Wilson Lima, apontou supostas ligações de David com o Comando Vermelho para vencer aquelas eleições. Tinha até print de conversa entre os traficantes, mas o caso nunca avançou e David venceu e virou prefeito.
Radar Amazônico
Coordenador de campanha de Maria do Carmo já foi preso com fuzil que seria usado em assalto a banco
Leia a matéria completa →Já, nestas eleições, a acusada de suposto envolvimento com o crime organizado é Maria do Carmo Seffair que, no início do mês, teve seu nome ligado a um homem preso com 2 toneladas e meia de maconha. O suspeito se apresentava como coordenador de sua campanha, participava de eventos com ela e era o responsável por um instituto onde foram encontrados materiais de campanha da candidata do PL. Ela, obviamente, negou a imputação da relação com o criminoso, assim como fizeram Melo, Wilson e David, nas eleições passadas.
Aliás, todos eles nunca foram formalmente acusados dessas supostas ligações com o crime organizado que, curiosamente, só vieram à tona no período eleitoral.
Então, baseado no passado, e no “jogo sujo”, como bem disse Wilson Lima quando foi vítima desse tipo de acusação, o melhor é não acreditar nas manchetes dos blogs e portais financiados pelo dinheiro público e esperar o resultado das urnas no próximo dia 4 de outubro.
A… e se formos levar o passado em consideração, sempre o acusado acaba sendo o vencedor da eleição.